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Sabão-de-Bola - São João del-Rei - MG

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Em São João del-Rei ainda é possível encontrar o artesanal sabão-de-bola. Mas a fabricação dele é tradição que já beira a extinção, quase que só existente no histórico distrito são-joanense do Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno. De cor variando do marrom escuro ao preto, o sabão-de-bola é também conhecido como sabão-preto. Antigamente, quando não havia facilidades para obter sabão industrializado, principalmente na zona rural, não havia muitas dificuldades para produzir artesanalmente o sabão-de-bola: a receita estava na cabeça; a cinza estava por ali mesmo, fácil de ser obtida nos fogões a lenha; mais fácil ainda era transformá-la em dicuada. A gordura (sebo) também era fácil de ser obtida (o costume era abater porcos, e, vez ou outra alguma vaca também era aproveitada, especialmente quando morria de acidente, caída nos valos ou nos atoleiros). Segundo uma especialista (professora Amélia Hamze, da FEB/Barretos e CETEC/Barretos) “a reação de saponificação é uma reação de hidrólise alcalina de uma gordura ou óleo e a conseqüente neutralização do ácido graxo formado (ácido de um hidrocarboneto de cadeia longa) pela base forte presente no meio. Por exemplo, na reação entre a triestearina (gordura) e a potassa cáustica (dicuada), uma das possíveis reações químicas, teríamos a formação de glicerina e do estearato de potássio, um sal mais conhecido por sabão”. Concluindo: os nossos antepassados nos legaram, mesmo sem ter os conhecimentos formais de química, o domínio e a interação com esta ciência; eles sabiam calcular bem as reações e os processos, sem nunca terem freqüentado uma só aula de química. Fabricavam a dicuada sem saber que o que estavam fabricando a potassa cáustica ou o hidróxido de potássio. Lidavam com o sebo, com o toicinho e com a manteiga sem saber que aquilo era a triestearina. E assim, como notáveis “químicos”, fabricavam um saponáceo da mais alta qualidade: o bom, o tradicional e o já quase extinto sabão-de-bola! Esta fotografia mostra alguns sabões-de-bola enrolados na palha de milho e outros acondicionados em sacos plásticos, pronto para serem comercializados. A imagem foi registrada por José Antônio de Ávila Sacramento, em 08/10/2011, na banca de um feirante natural do Distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, na Feira dos Produtores Rurais e Artesãos de São João del-Rei, que acontece mas manhãs de todos os domingos, no Bairro de Matosinhos, ao lado da Estação Ferroviária de Chagas Dória.
 
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