Igreja de Nossa Senhora da Conceição - São João del-Rei - MG

 
Este templo fica na Av. 31 de Março, Bairro Colônia do Marçal. A igreja lembra-nos o dogma da Imaculada Conceição, que se resume na concepção da Virgem Maria sem a mácula do pecado original; a festa de N. Sra. da Conceição é celebrada em 08 de dezembro (foto de José Antônio de Ávila Sacramento, em 26 de junho de 2011). ............................................................... UM POUCO DE HISTÓRIA: A Colônia do Marçal (assim com as colônias do Giarola, Felizardo, Recondengo e Bengo) abriga um grande número de descendentes daqueles imigrantes italianos que fugiram dos problemas políticos e sociais advindos da unificação da Itália. A maioria dos italianos chegaram a São João del-Rei a partir de outubro de 1888 (vieram principalmente da região de Bolonha, Ferrara, Verona). Antes, para regularizações burocráticas de praxe, passavam poucos dias Hospedaria Provincial de São João del-Rei, amplo prédio "arejado e limpo, que tinha boas acomodações e facilmente alojaria 250 imigrantes. Anteriormente conhecido como Solar da Baronesa logo passou a ser chamado de Hospedaria". Depois, foram destinados para ocupar lotes de terra no Núcleo Colonial Italiano de São João del-Rei, nas áreas agricultáveis da então Várzea do Marçal "uma bela planície, com uma largura variando de 250 metros a 2 quilômetros, cuja área admitia-se abrigar mais de 300 mil moradores. Divide-se em duas partes, uma do Lenheiro ao rio das Mortes e a outra daí ao rio Carandaí. Essa segunda parte é de particular beleza, causando enlevo e admiração a visitantes estrangeiros que em épocas remotas a visitaram, como Auguste de Saint Hilaire" (in: Raízes Italianas em São João del-Rei, livro da autoria e Dario José Buzatti). Os jornais “O Arauto de Minas”, de 04-12-1888, e a “Gazeta Mineira”, de 11-12-1888, registram que os italianos foram entusiasticamente recebidos por uma multidão que vinha à frente de uma banda de música; eles desciam do trem, na estação da Estrada de Ferro Oeste de Minas, entoando muitos vivas ao Brasil, a Dom Pedro II e à Itália. Durante muitos anos a colônia italiana foi a responsável pelo abastecimento dos são-joanenses com produtos hortifrutigranjeiros produzidos nas suas propriedades, tradição que em parte ainda é mantida pelos seus descendentes. Segundo Buzatti, na obra já referenciada, foram intaladas na Colônia do Marçal os seguintes colonos italianos: AMBROSIO, Vitale; BALLARDINI, Domenico; BANDIERA, Pasquale; BASSI, Antonio; BENFENATTI, Enrico; BIANCHINI, Giuseppe; BOARI, Albino; BOARI, Giuseppe; BOARI, Luigi; BOLDRINI, Alessio; BOLDRINI, Luigi; BOTTONI, Gaetano; BRAVATI, Carlo; BRIGHENTI, Cesare; CALORE, Egisto; CAMANZO, Gaetano; CAMPOLONGO, Giovanni; CARAVITA, Antonio; CAVALETTI, Giovanni; CAZONI, Primo; CAZZONI, Roberto; CESARI, Natale; DAVIN, Marco; DETOMI, Angelo; FALIN, Giovanni; FAVA, Victorio; FAZZION, Lourenzo; FELLONI, Achile; FERRAREZZI, Giovanni; FRACAROLLI, Giovanni; FRAZZONI, Giuseppe; FREDERICO, Alesssandro; GAIANI, Gaetano; GARBINI, Giuseppe; GATTI, Luigi; GEROLA, Luigi; GEROMINI, Marco; GEROMINI, Santi; GHELERE, Giovanni Maria; LIBRENTI, Luigi; LUCIEN, Ferralle; LUCCHI, Giovanni; MARANEZZI, Ludovico; MARDELATO, Giovanna; MARGOTTI, Lourenzo; MARTELLI, Erminio; MARTELLI, Luigi; MAZZOLI, Albino; MINARELLI, Angelo; MONARI, Angelo; MONTOANELLI, Angelo; MURANDI, Luigi; PADUAN, Mariano; PADUAN, Pietro; PIAZZI, Giocondo; RANDI, Michele; ROZETTO, Zenone; RUBINI, Antonio; SARTINI, Carlo; SARTORI, Giuseppe; SCHIASSI, Giuseppe; TAROCO, Giacomo; TREBBI, Roberto; TRERÉ, Giacomo; UNGARELLI, Giulio; VERLICHI, Emilio; VIANINI, Zefiro; VICENTINI, Etore; ZUCCHERI, Clemente.
 
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